sexta-feira, setembro 26, 2008

Tic Tac... Time is running Out... sim, seria desnecessário escrever o que quer que fosse se copiasse e colasse apenas a letra desta música dos Muse. Mas esta hora não é simplesmente hora de Muse, é hora de outra coisa qualquer que agora não consigo decidir... nada como usar o poder aleatório do wmp e deixar que ele decidia "a nossa sorte".
Voltando ao que me levou a escrever aqui, o tempo está a passar rapidamente, diria mesmo que voa, quando no Domingo respirei fundo e pensei "F0&%$$$$$$! Foi tudo para a faculdade e eu ainda fico neste fim do mundo mais 15 dias!", achei que esta semana ia passar a passo de caracol, mas a verdade é que já está quase no fim e a minha vez aproxima-se a passos largos, não tão largos como eu desejava, mas os passos largos que se conseguem.
Ainda me faltam fazer 1001 coisas que tinha programado fazer durante as férias de verão e a preguiça é tanta que parece mesmo que vão continuar por fazer até ao verão que vem, tal como aquelas que já vêm por fazer de há 2 ou 3 verões atrás!
Início de ano lectivo é sempre sinónimo de imensas coisas novas, este ano as coisas novas são para aí o quadruplo das dos anos anteriores, o que é óptimo! As coisas novas têm sempre um cheirinho a especial, dá gosto estrear, tocar pela primeira vez, abrir, desfolhar, experimentar, usar... Sim! Novidades ^^
No entanto, o tempo continua a passar... como é que vai ser daqui a uns dias ter que me habituar a uma rotina totalmente nova, a usar transportes, a consultar horários, a ouvir o buzinar dos carros nas ruas da baixa lisboeta... uns dias vai saber bem, outros vai ser indiferente e há uns em que vai enervar imenso! Mas por outro lado, aquele cheirinho a castanhas assadas no Outono... hum (e eu que não gosto de comer castanhas!).
Acho que aí é que o tempo vai passar rápido... quando andar rodeada pela anatomia, a bio cell, a bioquímica, entre outras...quando precisar de tempo para estudar, para vir passar o fim-de-semana à terrinha e não houver, quando se quiser ir tomar café com os amigos e não houver espaço na agenda, quando fazer telefonemas for impossível... aí sim é que vai doer!

domingo, setembro 21, 2008

Chove, chove, chove e não pára! Chove cada vez mais, chove e troveja! Parece que o céu vai cair, cair em cima de mim... sim, é isso que eu sinto, que o céu está a cair-me em cima! Este tempo está de acordo com tudo aquilo que se passa comigo, a chuva são as minhas lágrimas, os trovões são os ataques de ira que tenho sozinha, os relâmpagos assemelham-se com os breves momentos de luz ao fundo do túnel que tenho encontrado...
Olho em volta e não vejo ninguém, estou sozinha! Apetece-me ir lá para fora, para o meio da tempestade... deixar que a Natureza faça o que quiser comigo! Mas não vou... acabo por ficar aqui sentada, a olhar para o vazio em que isto se tornou, parece que já nada é igual.
Passo os dias a ouvir "Parabéns", saio à rua e a cada 3 passos que dou, encontro alguém que me diz esta bela palavra e eu lá esboço um sorriso amarelo, agradeço e continuo a fingir que estou contente! Bah... será que ninguém percebe que a minha vontade não era estar ali, é certo que foi uma escolha minha, mas até que ponto foi uma decisão livre?!
Às vezes tomamos decisões que achamos serem as mais acertadas, mas a maioria das vezes desconhecemos as consequências que elas trarão e depois é tarde demais para voltar atrás. Mas o arrependimento não mata e nós continuamos cá a arcar com as consequências das nossas escolhas!
Bah... e continua a chover e eu continuo a chorar!


sábado, setembro 20, 2008

Não imaginas o quanto naquele dia me apeteceu morrer! Em cada degrau que descia naquelas escadas, do 2º andar ao r/c, eu desejava tropeçar, cair e desaparecer deste mundo. Cada vez que tinha que ligar ou desligar algo da corrente eléctrica, fechava os olhos e pedia para acabar ali esticada. Cada movimento que fazia durante o banho era um pedido para escorregar e bater com a cabeça. Em cada estrada que atravessava eu só desejava que viesse um carro e me atropelasse. Naquele dia e nos que se seguiram, eu pensei em tudo, eu só queria acabar com este sofrimento, fosse de que maneira fosse, não queria saber de mais nada, só aquilo fazia sentido.
Gradualmente essa sensação foi-se desvanecendo, tornou-se como que uma névoa que de vez em quando se intensifica mas que no resto do tempo não faz diferença. Comecei a pensar nas coisas menos más (sim! porque boas nunca voltarão a ser!), tentei concentrar-me e focar-me num futuro risonho e cheio de sucesso, mas até isso falhou quando veio a confirmação dos resultados, quando já era mais que impossível voltar atrás. Voltou a névoa, desta vez carregada também de revolta, de uma maior inquietação, de um medo ainda mais aterrador que o anterior, de uma vontade de desistir do tamanho do mundo.
Eu queria dormir, dormir para sempre, deitar-me tarde e não acordar na manhã do dia seguinte, porque a dormir a minha dor era mais pequena, os pesadelos pareciam sonhos comparados com a realidade do que se estava a passar.
Por algum motivo, voltei a encher-me de coragem e de força para enfrentar o que aí vinha, mas por muita vontade que tenhamos de erguer a cabeça e de continuar a sorrir, há momentos em que simplesmente estamos condenados a olhar para o chão e a chorar.
Mesmo tendo recordações estupendas, memórias fenomenais, momentos perfeitos... dói, dói de tão bom que tem sido tudo.

quarta-feira, setembro 17, 2008

Há dias em que sou forte, há outros em que me faço de forte e ainda outros em que tento fazer-me de forte e falho redondamente!
Os primeiros são aqueles em que simplesmente não choro nem vontade tenho de o fazer, depois há aqueles em que não choro e finjo sorrir mas tenho um nó na garganta que quase não me deixa respirar e os últimos são os em que eu não quero chorar e não o consigo evitar.
Ultimamente não tenho feito outra coisa senão lutar e correr contra o tempo, tentando ganhar algum avanço, alguns minutos, alguns momentos a mais... mas o tempo é implacável, nem umas migalhas deixa escapar e agora é apenas isso q falta... umas migalhas para se tornar tudo definitivo.
Tenho-me tentado convencer que não vai ser difícil seguir em frente, mas a verdade é que vai ser tudo menos fácil. Depois penso com muita força "Há coisas bem piores, não é o fim do mundo!", e é verdade, não vai ser o fim do mundo, mas é o fim do meu mundo!
Estou farta de ouvir que tomara muita gente estar no meu lugar, mas simplesmente não me apetece dar pulos de alegria e andar bem disposta como se me tivesse saído o euromilhões, porque não saiu!
Parece que ultimamente todos os meus momentos de glória estão manchados de tristeza, devia sentir-me feliz e não sinto, fica sempre um sabor amargo que não me deixa gozar e saborear o que aconteceu.

sábado, setembro 13, 2008

Se me perguntares se vai doer... Já dói agora, por isso, sim, vai doer muito mais ainda!
Se me perguntares se me custa... Custa muito e vai continuar a custar!
Se me perguntares se algum dia vai passar... Não sei, talvez sim, talvez não, talvez passe por voltarmos a ser felizes juntos, talvez passe por continuarmos um sem o outro, talvez não passe e me habitue a conviver com isso!
Se me perguntares se vou continuar a chorar... Vou, uns dias mais que outros, às vezes convulsivamente, outras vezes em silêncio por detrás dos óculos de sol, se calhar até quando te vir e quando estiver contigo, pode ser que seja de alegria, pode ser que não.
Se me perguntares se vou continuar a pensar em ti... Sim, diariamente ao acordar para poder sorrir e ao deitar para sonhar apenas com coisas boas.
Se me perguntares se tenho esperança... Sim, tenho, se não a tivesse há muito que já não estaria aqui.
Se me perguntares se tenho medo... Muito, estou apavorada com tudo o que vem aí.
Se me perguntares se vou ter saudades... É claro que sim, muitas mesmo, nem sei como seria viver sem elas.
Se me perguntares o que vai ser de mim... Não faço a mínima ideia, continuo a achar que "All we are is dust in the wind".
Se me perguntares se me vou esquecer de ti... Não, não vou!

quinta-feira, setembro 11, 2008

Nunca escalei nenhuma montanha, acho que nem nunca subi uma parede de escalada que se pudesse assemelhar sequer a um pequeno monte, mas posso afirmar que já conheci a sensação de chegar ao topo, erguer os braços em sinal de vitória e ser empurrada para o fundo sem ter tempo de saborear o momento de felicidade!
A vida é uma montanha russa, feita de altos e baixos, ora estamos em cima, ora caímos em looping para baixo, não adianta tentarmos encontrar o equilíbrio porque isso é algo que não existe.
Uma vez li uma frase que era semelhante a "Já fui princesa, já vivi contos de fadas e, no entanto, não fui feliz para sempre!", se calhar é disso que a vida trata, pequenos contos de fadas que vamos vivendo, uns dias somos felizes, noutros somos menos, vive-se, sobrevive-se, aguentamos melhor ou pior, mas continuamos cá, quer queiramos quer não. Acho que é isso que me chateia, devíamos ter o poder de ir dar umas voltas de vez em quando, mas não, prendem-nos aqui como se fossemos propriedade de alguém ou de alguma coisa e daqui não saímos a menos que alguém se lembre que já cá estamos à tempo demais!
Vivemos para pequenos momentos de "para sempre", aqueles que ficam guardados no coração e na memória em forma de papéis rasgados e disformes, alguns amachucados, outros direitinhos como se tivessem sido guardados religiosamente, uns com cheiro e sabor, outros apenas com uma música de fundo...
Também há outra coisa que me irrita profundamente é o "a esperança é a última a morrer!"! Fogo, eu morro e ainda continuo a ter esperança?! Não tá com nada isso, eu quero morrer para não continuar com esperanças inúteis e depois no fim tive uma trabalho desgraçado para encontrar os comprimidos certos e mais eficazes e eles não me servem de nada porque continuo esperançada!
Quando as coisas deixam de existir como nós as conhecemos, pensamos imediatamente que as perdemos e afinal não é bem assim, elas apenas mudam, é a evolução natural das coisas... não quer dizer que não as percamos depois, nada é garantido nesta vida!
"Nunca" e "Sempre" são palavras que se devem evitar a todo o custo, só nos trazem mais sofrimento e mais desilusões, o "infinito" afinal também não é assim tão ilimitado como pensamos, pode ser bem pequenino!
Resta a certeza de que tudo fizemos pelo melhor, que nos esforçámos ao máximo para que tudo corresse bem e valesse a pena, às vezes tentar já nem sequer é a solução, é apenas adiar o inevitável. O Destino? Esse pode ser que exista mesmo e que faça das suas, pode ser que não exista e surjam coincidências mesmo sem ele... Pode ser que não aconteça nada disto e sejamos felizes na mesma!